• Pedro Lobato Moura

Estudando Darwin

Estudando Darwin (escrito em 2014)

Darwin na pedra

Darwin na pedra: A inglesa testa bronzeada franzida, o coco pensa.

Quem o vê, medita nos poucos homens que são capazes de ruminar um mesmo assunto por tanto tempo, grande Charles.

Darwin na pedra: “a onda me trouxe, o vento me leva”.

Deus não criou um baralho de cartas, numeradas cartas, imutáveis em sua hierarquia, imóveis símbolos encaixados. Não! A vida é coisa que se bifurca, a vida acontece agora, a vida erra, a vida aprende, evolui! A estranha...

Preguiça

A preguiça gigante andava sobre a terra. Subiu nas árvores e diminuiu, pressentindo a agitação – a natural evolução.

No Acre, em 2009, resgatei uma preguiça decidida a cruzar o asfalto, sem medo das hilux.

Não sei se ela queria. Parecia que sorria.

A Viagem do Beagle (1831-1836)

Vem o naviozinho Beagle, apitando bonitinho pelo leste da América do Sul – as praias. Vem cheio de inglezinhos querendo saber, mapear, dominar, juntar recursos para a frota Imperial de Vossa Majestade Britânica.

À bordo do Beagle do capitão Robert Fitzroy, vinham quatro nativos da Terra del Fuego, em gentlemen transformados – my tea, for christ' sake! – e também nosso amado macaco sr. Charles Darwin.

Jabuti

Jabuti: sua casa lhe dá tempo. Jabuti: uma forma para longas reflexões.

Jabuti sabe de cor muitos mil versos, para toda qualidade de águas. Jabuti, uma tartaruga que fugiu de casa. Foi à festa na floresta.

Jabuti: tartaruga ousada.

Tudo muda

O chinês Fu Xi viu no casco do jabuti as figuras do Livro das Mudanças. Tudo nasce, tudo enruga, tudo que nem casco de tartaruga – tudo muda.

O inglês Charles Darwin viu no casco da Galápagos as letras da Origem das Espécies.

Da mais alta montanha, pó. De altas culturas, farrapos. De farrapos, novas formas de vida! Tudo nasce, tudo enruga, tudo casco de tartaruga – muda.

#estudo

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